Eu sei, esse blog parece o muro das lamentações. Mas é aqui que coloco as coisas que sinto para fora. Sei que provavelmente muitos não vão ler, ou mesmo que, de repente, as pessoas que eu gostaria que lessem nem tomem conhecimento de seu conteúdo. A vida é assim mesmo, fazer o que?
Estar mal? Nem sei se isso cabe mais a mim. Se supostamente o poço tinha um fundo, eu estou provando que posso ir além, e cada vez mais para baixo.
Motivação, a minha motivação, onde está? Alguém já a viu por aí? Sabe como eu faço para tê-la de volta?
Pouquíssimas pessoas sabem tudo o que eu tenho passado ultimamente, mais precisamente de uns 5 ou 6 meses para cá. Perdas, dor, decepção, dor, depressão, dor, isolamento, dor... essa é a minha humilde e empolgante vida. Tento de todas as formas não cair novamente, mas está difícil, sempre parece ter alguém disposto a me colocar para baixo, a me fazer sentir pior ainda. Crises nervosas fazem parte da minha vida agora, assim como as crises de choro que acontecem, em sua maioria, quando estou trancada em algum lugar, sozinha.
Aliás, é assim que tenho passado os últimos tempos, sozinha. Não completamente, porque ainda tem quem acredite que eu vá levantar um dia. Pessoas que remem contra a maré, uma minoria que tenta me fazer que a vida ainda vale a pena. Vale mesmo? Vai saber...
Como eu queria que as coisas fossem como naqueles contos de fada, que tudo fosse completamente feliz e colorido, e não negro, sem vida, sem perspectiva. Dói ver tudo isso, e dói mais ainda ver as pessoas que me rodeiam tentando me mostrar o que é certo a fazer, e ao mesmo tempo fltar ânimo e coragem para fazê-lo.
ânimo, essa palavra eu desconheço há tempos. Parece que as coisas acontecem automaticamente para mim. Qualquer coisa está boa, e qualquer que seja a maneira que for feita, é perfeito.
Droga de vida que sempre resolve puxar o meu tapete. Droga de vida que insiste em não me deixar ser feliz. Droga de vida.
18.11.06
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